" La torture comme arme de guerre "...

Leneide Duarte-Plon, "A tortura como arma de guerra", Da Argélia ao Brasil: como os militares franceses exportaram os esquadrões da morte e do terrorismo de Estado. Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 2016, prefácio de Vladimir Safatle

Leneide Duarte-Plon, "A tortura como arma de guerra", Da Argélia ao Brasil: como os militares franceses exportaram os esquadrões da morte e do terrorismo de Estado, Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 2016. prefácio de Vladimir Safatle. Extrait, 4e de couverture:

"Este é o primeiro livro publicado no país sobre a influência da " doutrina militar francesa" nas ditaduras do Brasil e de outros países latino-americanos. a partir de entrevistas exclusivas com o general Paul Aussaresses, relatórios secretos franceses e pesquisa bibliográfica extensa, a jornalista Leneide Duarte-plon revela como foram aplicados no Cone Sum os métodos - entre eles tortura e execução sumária - da doutrina francesa de combate à "subversão" e ao "comunismo".

"O livro apresenta também entrevistas com dois personagens emblemáticos da Guerra da Argélia, Henri Alleg e Josette Audin, além do relato inédito de Cecília Viveiros de Castro, personagem-chave para a elucidação da morte do deputado Rubens Paiva.

"A tortura nõ foi, evidentemente, inventada pelos militares franceses na Argélia, nem mesmo na Indochina. Já fora usada em larga escala pela Gestapo, pelo regime stalinista, pelo Império romano e pela própria Igreja durante a Inquisição. Mas na Argélia pelo primeira vez foi "aceita como um método de guerra, recomendada pelos chefes militares e aprovada pelos responsáveis políticos."

"Os torturadores não apresentam a tortura como um instrumento para dominar e subjugar a populaçnao, na luta contra o inimigo invisível. Preferem apresentá-la como uma arma eventual para salvar inocentes. Assim, os militares franceses que torturaram na Argélia e os das ditaduras sul-amaricanas se dividiam entre os que pensavam que a torutura era um mal menor, como o general Geisel, e os que pensavam que era um bem, uma arma legítima, como Aussaresses".

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